Estudo para alteração do plano de saúde

Representantes da AFProcon estiveram reunidos com colegas da DAF, RH e DAOC, na última terça-feira (dia 26), para tratar da situação atual de nosso plano de saúde e da possibilidade de aprimoramento.

Sr. Gonella, diretor da DAF, ponderou que ele e outros membros que ocupam cargos de livre provimento devem sair em algum momento, enquanto que a grande maioria dos servidores de carreira irá permanecer. Entende que as decisões sobre alteração em um ponto tão sensível na vida dos servidores deve ser compartilhada e ter o envolvimento da AFPROCON e dos funcionários em geral

Foram expostos pontos de atenção, que exigem um novo direcionamento:

1) verifica-se alta sinistralidade no plano saúde atual;

2) a Unimed Fesp tem demonstrado dificuldade para operar com o valor que vem recebendo (aproximadamente R$600 mil / mês) e não está afastada a possibilidade de ocorrer um pedido de rescisão do contrato a qualquer momento (nesse caso, será necessário fazer nova licitação com o mínimo de tempo hábil);

Em geral, empresas que atuam no mercado consideram sinistralidade “aceitável” aquela não superior a 70%. Já a média verificada no nosso plano atual beira os 100% (oscila mês a mês – bastante, em alguns casos, tanto para mais como para menos), conforme relatório que nos foi apresentado.

A sinistralidade é calculada em função do valor recebido para custeio do plano e das despesas havidas com os serviços prestados aos usuários. A diferença desses dois valores bancaria os custos administrativos e a rentabilidade do negócio.

Diante de tal situação, em vez de esperar pela definição da empresa e ter de fazer uma licitação às pressas, a Fundação Procon SP considera a possibilidade de antecipar a licitação. Assim, tanto a Unimed Fesp como outras empresas teriam a oportunidade de apresentar propostas, para que possamos ter, talvez já no início de 2017, a questão plenamente resolvida, sem grandes percalços, preferencialmente com um contrato melhor (do ponto de vista financeiro e de atendimento).

Para uma nova contratação, há duas possibilidades:

a) refazer todo o processo, passando pelas instâncias do governo, se for modificado o Edital de forma mais radical (alterando a participação dos funcionários, os tipos de plano fornecidos etc);
b) aproveitar o processo existente, fazendo pequenas modificações na rede e, assim, gerar uma nova licitação.

Ponderamos que a massa dos associados ficaria desagradada se tivesse de arcar com valor maior (co-participação, por exemplo) ou até mesmo com um porcentual maior do que o atual, 1% sobre os vencimentos.

Na mesma toada, o RH informou que há 1039 vidas no plano contratado e que apenas 12 estão no plano “top” e pouco mais de 60 em plano intermediário. Ou seja, o grosso dos servidores opta pelo plano básico e evita desembolsos adicionais.

Ponderamos que há que se pensar especialmente nos servidores que recebem salário menor e naqueles que passam por problemas mais graves de saúde.

Da parte da DAF e do RH tem sido feito estudos comparativos de planos disponibilizados em outros órgãos e contatos com as empresas, para conhecer os planos disponíveis. Receberam retorno de algumas, tais como Amil, Notredame e a própria Unimed.

Sabe-se que, por exemplo, na ARSESP os servidores tem um plano com mais opções do que o nosso, em São Paulo, pagando valor um pouco menor por vida.
No entanto, um complicador para a contratação, na Fundação Procon SP, é a obrigatoriedade de atendimento em todo o estado. Nem todas as empresas oferecem maior abrangência, que também implica em custo maior.

Foi salientado ainda que, para uma nova licitação ocorrer em novembro (prazo fatal), a DAF precisa ter todos os subsídios, no máximo, até 10 de outubro.

Está marcada nova reunião para a próxima segunda-feira, dia 3, e outra para o dia 10 (conclusão final).

Durante esse período é importante que todos os colegas estejam cientes do processo. Sugestões são bem vindas, sempre no sentido de formular o melhor plano possível a ser licitado.

Não houve apontamento de vantagens de modificação radical no sistema de concessão do benefício. Pelo contrário, um processo que tivesse de passar por várias instâncias de governo – caso de alteração radical – poderia não surtir o melhor efeito para o momento.

A tendência, então, é de apenas modificar o edital, no tocante à rede de atendimento, aproveitando o processo nos moldes já aprovados.

Participaram da reunião:
Leandro / Alexandre – AFPROCON
Gonella, Alexandre Costa, Vânia e Francis – DAF/RH
Samantha – DAOC – área de saúde

4 comentários em “Estudo para alteração do plano de saúde

  1. Sugestão = Que seja considerada a faixa etária para os dependentes nos planos diferenciados – acima do básico -, já que no atual uma criança paga o mesmo valor de um adulto, o que não tem sentido.

    Sugestão 2 = A obrigação da manutenção de determinados Hospitais durante toda a vigência do contrato, o que só acontece nos planos superiores ao básico.

  2. Deixo como sugestão que se incluam os pais no rol de dependentes, o que atualmente não é possível. Minha mãe mora comigo e não pude incluí-la como dependente!

  3. Jenifer, pelo que entendi, não haverá mudança significativa no Edital. Será usado o que já passou pelas instâncias de governo. Há previsão para o quadro de pessoal e dependentes econômicos, para efeito da contratação, em que são elencados cônjuge, filhos, enteados, menor de 21 anos sob tutela…

    Larissa, também nos moldes do mesmo edital o preço é fixo por vida. Há mais de 1000 vidas contempladas no plano – pessoal do quadro e os dependentes acima citados. Há também um valor total do contrato (objeto da disputa entre as empresas). Ainda que houvesse modificação, uma redução para crianças implicaria maior custo para todos os demais, já que o considerado é o valor total do contrato. Também precisamos considerar que, em regra, o grosso do pessoal tem mesmo optado pelo plano básico – ou seja, não topa desembolsar nada além de 1% do salário.

    Em relação à rede, há espaço no Edital reservado para definição de alguns hospitais, em São Paulo. Pelo que entendi, poderá ser listada uma série, para que as empresas interessadas escolham alguns, obrigatoriamente – e isso tanto para pronto socorro / urgência e emergência, como para internações eletivas.

  4. Ops…
    Larissa, pelo menos na proposta de Edita a que tivemos acesso, além da rede da operadora, são listados, em São Paulo, os tais hospitais a serem mantidos mínima e obrigatoriamente, tanto para o plano BASICO como para os “superiores”. A diferença é que no básico o número desses hospitais é menor, além da questão do padrão ($$$) do serviço.

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