Diretor do Procon do DF é exonerado após denúncias de assédio moral

Vice-presidente assume no lugar de Paulo Márcio Sampaio interinamente.

O diretor do Procon do Distrito Federal, Paulo Márcio Sampaio, foi exonerado nesta quinta-feira (18). A saída dele acontece depois que servidores do órgão disseram ter sofrido assédio moral. O atual vice-presidente do órgão, José Oscar da Silva, assume como interino. As mudanças serão publicadas nesta sexta-feira (19).
As supostas vítimas de Sampaio dizem ter atestados médicos e registraram boletins de ocorrência na Polícia Civil. A Controladoria-Geral do DF informou que apura as denúncias. O G1 procurou Sampaio durante a semana, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.
As primeiras queixas surgiram logo após o diretor assumir o cargo, em janeiro do ano passado. Em março, um grupo de 30 servidores do Procon assinou um ofício pedindo apuração sobre constrangimento de trabalhadores, movimentação de cargo, com motivos questionáveis, e irregularidades na lotação dos profissionais.
Segundo o documento, diversos funcionários têm apresentado crises de choro e “desestabilização emocional” por estresse no trabalho. Uma servidora da assessoria técnica diz que ficava constrangida sempre que se levantava do lugar. De acordo com a denúncia, a mulher chegou a ser obrigada a mostrar o absorvente íntimo na área de trabalho.
O diretor tinha afirmado que iria tomar providências, mas as denúncias continuaram. Em outubro, a chefe do departamento de Gestão de Pessoal relatou que o Sampaio tinha condutas que iam contra princípios administrativos. Ela cita desvio de funções, movimentação de servidores de forma arbitrária com intuito de punição, intimidação de servidores e omissão de informações a órgãos de controle.
Na Polícia Civil, uma servidora chegou a registrar boletim de ocorrência alegando que o diretor falava com ela aos berros. Ao todo, sete funcionários tiveram de tirar licença médica por causa da situação. Essa e as outras denúncias foram encaminhadas à Secretaria de Justiça, ao sindicato da categoria, Tribunal de Contas do DF e Ministério Público do Trabalho.”

Fonte: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2016/02/diretor-do-procon-do-df-e-exonerado-apos-denuncias-de-assedio-moral.html

(acesso em 23/02/2016)

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